Ser ou não ser sustentável, eis a questão

No mundo dos negócios e na imprensa nacional não se fala em outra coisa. Sustentabilidade se tornou a terminologia da moda. O tema é assunto recorrente em eventos corporativos e matérias nos principais veículos de comunicação do país. Apesar disto, a maioria das pessoas ainda não tem uma definição clara sobre o que é sustentabilidade. Muitos associam o termo à preservação do meio ambiente quando, na verdade, seu significado é muito mais amplo e abrangente. E, por isto, é e será ainda mais importante em nossas vidas daqui em diante.

Embora ainda pareça um assunto distante para a nossa realidade, os debates sobre sustentabilidade estão avançados em diversos setores da sociedade, e serão mais e mais, com o virtuosismo das novas gerações. A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. Significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.

Quando transportamos a temática da sustentabilidade para o ambiente empresarial, as oportunidades de bons negócios surgem atraentes e sedutoras. Isto porque os consumidores, cada vez mais, estão privilegiando empresas com responsabilidade socioambiental. A primeira vista, pode parecer bobagem, mas a preocupação com o próximo e com o meio onde se vive está levando os consumidores a repensar suas relações com empresas que se julgam acima do bem e do mal. As recentes pesquisas desenvolvidas pelo Instituto Akatu, uma organização em prol do consumo consciente, demonstram o peso destas iniciativas para a decisão de compra dos brasileiros.

Mas, cuidado. Existem armadilhas pelo caminho. Por isto, nem pense em explorar mercadologicamente o posicionamento sustentável da sua empresa. O tiro pode sair pela culatra. Para uma gama de consumidores que não para de crescer, a responsabilidade socioambiental é a razão, e não a consequência do consumo. Organizações que visam lucro imediato com suas ações estão fadadas a serem taxadas como oportunistas. Aqui, vale a conscientização, e não a estratégia mercadológica ou as tendências de mercado.

Portanto, o melhor conselho para quem quer seguir um caminho sustentável é, antes de qualquer coisa, se interar sobre o assunto. Sites dos Institutos Akatu e Ethos são ótimas fontes de informação. A partir de então, com o pensamento formado sobre a questão, é possível discernir se este é um caminho a ser adotado de imediato ou em um futuro próximo. O certo é que nenhuma empresa conseguirá encontrar um atalho que não seja socioambientalmente sustentável para seus negócios.

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Steve Jobs explica por que não permite Flash no iPhone

A disputa entre a Adobe e a Apple por conta da ausência do Flash no iPhone, iPod e iPad ganhou um capítulo decisivo nesta quinta-feira. Steve Jobs publicou uma carta aberta no site da Apple explicando os motivos pelos quais a empresa não permite o funcionamento do plugin em seus dispositivos móveis.
Jobs defende que o HTML 5 e outros padrões web abertos são o futuro, enquanto o Flash representa o passado, por ter sido criado para computadores de mesa e não funcionar adequadamente em dispositivos móveis. Confira a íntegra da carta:
Reflexões sobre o Flash
A Apple tem um longo relacionamento com a Adobe. Na verdade, nós conhecemos os fundadores da Adobe quando eles estavam na sua proverbial garagem. A Apple foi sua primeira grande cliente, adotando a linguagem Postscript para a nossa nova impressora LaserWriter. A Apple investiu na Adobe e tivemos cerca de 20% da companhia por muitos anos. As duas empresas trabalharam em conjunto na pioneira área de editoração eletrônica e tivemos muitos bons momentos. Desde essa época de ouro, nosso caminhos se separaram. A Apple passou por sua experiência de quase-morte e a Adobe foi atraída para o mercado corporativo com seus produtos Acrobat. Hoje as duas companhias continuam a trabalhar juntas para servir os seus clientes em comum – os usuários Mac compram cerca de metade dos produtos da Adobe Creative Suite – mas além disso há poucos interesses comuns.
Eu queria anotar alguns dos nossos pensamentos sobre os produtos Flash da Adobe, para que os clientes e os críticos possam entender melhor por que nós não permitimos Flash em iPhones, iPods e iPads. A Adobe tem caracterizado a nossa decisão como sendo impulsionada por negócios – eles dizem que queremos proteger nosso App Store – mas na realidade ela se baseia em questões de tecnologia. A Adobe afirma que somos um sistema fechado e que o Flash é aberto, mas na verdade é exatamente o contrário. Deixe-me explicar.
Primeiro, o “Aberto”.
Os produtos Flash da Adobe são 100% proprietários. Eles só estão disponíveis pela Adobe e a Adobe tem autoridade exclusiva sobre seu desenvolvimento futuro, preços, etc. Embora o Flash esteja amplamente disponível, isso não significa que ele seja aberto, pois é controlado totalmente pela Adobe e está disponível apenas a partir do Adobe. Por quase qualquer definição, o Flash é um sistema fechado.
A Apple tem muitos produtos proprietários também. Embora o sistema operacional para o iPhone, iPod e iPad seja proprietário, nós acreditamos fortemente que todas as normas relativas à web devem ser abertas. Ao invés de usar o Flash, a Apple adotou HTML5, CSS e JavaScript – todos padrões abertos. Dispositivos móveis da Apple vem todos com implementações de alta performance e baixo uso de energia desses padrões abertos. O HTML5, padrão web mais recente que adotado pela Apple, Google e muitos outros, permite que os desenvolvedores web criem gráficos avançados, tipografia, animações e transições sem depender de plug-ins de terceiros (como o Flash). O HTML5 é totalmente aberto e controlado por um comitê de normas, do qual a Apple é um membro.
A Apple até mesmo cria padrões abertos para a web. Por exemplo, iniciamos um pequeno projeto de código aberto chamado WebKit. Uma ferramenta de renderização completa baseada no HTML5 que é o coração do navegador web Safari utilizado em todos os nossos produtos. O WebKit tem sido amplamente adotado. O Google usa no navegador do Android, a Palm usa, a Nokia usa e a RIM (Blackberry) anunciou que irá utilizá-lo também. Quase todos os navegadores de smartphones, fora a Microsoft, usam o WebKit. Ao tornar a tecnologia WebKit aberta, a Apple estabeleceu um padrão para os navegadores da web móvel.
Em segundo lugar, tem a “web completa”.
A Adobe tem dito repetidas vezes que os dispositivos móveis da Apple não conseguem acessar a “web completa”, pois 75% dos vídeos na web estão em Flash. O que eles não dizem é que quase todos este vídeo também estão disponíveis em um formato mais moderno, H.264, e visíveis em iPhones, iPods e iPads. O YouTube, com cerca de 40% dos vídeos da web, estrela um aplicativo fornecido em todos os dispositivos móveis da Apple, sendo que o iPad oferece a melhor experiência de visualização do YouTube. Funcionam também vídeos da Netflix, Facebook, ABC, CBS, CNN, MSNBC, Fox News, ESPN, NPR, Time, The New York Times, The Wall Street Journal, Sports Illustrated, People, National Geographic, e muitos, muitos outros. Os usuários do iPhone, iPod e iPad não sentem falta de vídeos.
Outra alegação é que os dispositivos Apple não podem reproduzir jogos em Flash. Isso é verdade. Felizmente, existem mais de 50 mil títulos de jogos e entretenimento na App Store, muitos deles são gratuitos. Há mais jogos e títulos de entretenimento disponíveis para iPhone, iPod e iPad do que para qualquer outra plataforma no mundo.
Em terceiro temos a confiabilidade, a segurança e o desempenho
A Symantec destacou recentemente que o Flash teve um dos piores registros de segurança em 2009. Sabemos também em primeira mão que o Flash é a razão número um de erros em Macs. Temos trabalhado com a Adobe para corrigir esses problemas, mas eles persistiram durante vários anos. Nós não queremos reduzir a confiabilidade e a segurança de nossos iPhones, iPods e iPads adicionando Flash.
Além disso, o Flash não tem um bom desempenho em dispositivos móveis. Temos solicitado rotineiramente à Adobe que nos mostrem um bom desempenho do Flash em um dispositivo móvel, qualquer dispositivo móvel, por alguns anos. Nós nunca vimos isso. A Adobe disse publicamente que o Flash seria lançado em um smartphone no início de 2009, então o segundo semestre de 2009, o primeiro semestre de 2010, e agora eles dizem segundo semestre de 2010. Nós pensamos que ele acabará sendo lançado, mas estamos satisfeitos por não ter esperado. Quem sabe como ele vai rodar?
Em quarto lugar, a vida da bateria.
Para atingir bateria de longa duração ao tocar vídeos, dispositivos móveis deve decodificar o vídeo em hardware; decodificação em software suga muita energia. Muitos dos chips usados em dispositivos móveis modernos contêm um decodificador chamado H.264 – um padrão da indústria que é usado em todos os players blu-ray e foi adotado pela Apple, Google (YouTube), Vimeo, Netflix e muitas outras empresas.
Embora o Flash tenha recentemente adicionado o suporte para H.264, sites em Flash geralmente exigem um decodificador mais antigo que não está implementado e chips móveis e deve ser executado por software. A diferença é gritante: em um iPhone, por exemplo, vídeos H.264 podem ser reproduzidos por até 10 horas, enquanto vídeos decodificados em software rodam por menos de cinco horas antes que a bateria esteja totalmente descarregada.
Quando os sites recodificarem seus vídeos usando o H.264, poderão oferecê-los sem a necessidade do Flash. Eles rodam perfeitamente em navegadores como o Safari da Apple e o Google Chrome, sem qualquer plugin, e têm ótima aparência em iPhones, iPods e iPads.
Em quinto lugar, há o Toque
O Flash foi desenvolvido para PCs utilizando mouses, não para telas sensíveis ao toque usando os dedos. Por exemplo, muitos sites Flash trazem “rollovers” com menus pop-up e outros elementos quando o mouse passa sobre um ponto específico. A interface multi-toque da Apple não usa um mouse e não tem o conceito de “roll-over”. A maioria dos sites em Flash terão de ser reescritos para oferecer suporte a dispositivos baseados em toque. Se os desenvolvedores precisam reescrever seus sites em Flash, por que não utilizar tecnologias modernas, como HTML5, CSS e JavaScript?
Mesmo se iPhones, iPods e iPads rodassem o Flash, isso não iria resolver o problema que a maioria dos sites em Flash precisam ser reescritos para suportar dispositivos baseados em tecnologia sensível ao toque.
Em sexto lugar, a razão mais importante.
Além dos fatos do Flash ser fechado e proprietário, ter grandes inconvenientes técnicos e não suportar dispositivos baseados em toque, há uma razão ainda mais importante para não permitir Flash em iPhones, iPods e iPads. Nós discutimos as desvantagens de usar Flash para reproduzir vídeo e conteúdo interativo de websites, mas a Adobe também quer que os desenvolvedores adotem o Flash para criar aplicativos que rodem em nossos dispositivos móveis.
Sabemos por dolorosas experiências que deixar uma camada de software de terceiros entre a plataforma e o desenvolvedor em última análise resulta em aplicativos sem padrão e prejudica o aprimoramento e a evolução da plataforma. Se os desenvolvedores crescem dependentes de bibliotecas de ferramentas de desenvolvimento de terceiros, eles só podem tirar proveito dos aprimoramentos da plataforma se e quando o terceiro optar por adotar os novos recursos. Não podemos estar à mercê de um terceiro decidir se e quando eles vão fazer acessórios disponíveis para nossos colaboradores.
Isso se torna ainda pior se o terceiro fornecer uma ferramenta de desenvolvimento para diversas plataformas. Ele não pode adotar melhorias de uma plataforma a menos que estejam disponíveis em todas as suas plataformas suportadas. Assim, os desenvolvedores têm acesso somente ao menor denominador comum conjunto de características. Novamente, não podemos aceitar um resultado que impeça desenvolvedores de usar as nossas inovações e melhorias, porque eles não estão disponíveis em plataformas do nosso concorrente.
O Flash é uma ferramenta de desenvolvimento de múltiplas plataformas. Não é o objetivo da Adobe ajudar os desenvolvedores a escrever os melhores aplicativos de iPhone, iPod e iPad. É seu objetivo ajudar os desenvolvedores a escrever aplicações multi-plataforma. E a Adobe tem sido dolorosamente lenta para adotar melhorias nas plataformas da Apple. Por exemplo, embora o Mac OS X esteja a venda há quase 10 anos, a Adobe só o adotou plenamente há duas semana, com o lançamento do CS5. A Adobe foi o último grande desenvolvedoradesenvolvedor adotar integralmente o Mac OS X.
Nossa motivação é simples – nós queremos fornecer a plataforma mais avançada e inovadora aos nossos colaboradores e queremos que eles trabalhem diretamente sobre os ombros desta plataforma e criem os melhores aplicativos que o mundo já viu. Queremos melhorar continuamente a plataforma para os desenvolvedores poderem criar aplicativos ainda mais surpreendentes, poderosos, úteis e divertidos. Todos ganham – nós vendemos mais dispositivos, porque temos os melhores aplicativos, os desenvolvedores atingem um público mais vasto e mais amplo e a base de clientes e usuários fica continuamente encantada com a melhor e mais ampla seleção de aplicativos de qualquer plataforma.
Conclusões
O Flash foi criado durante a era do PC – para PCs e mouses. O Flash é um bom negócio para a Adobe e podemos entender porque eles querem empurrá-lo para além de computadores de mesa. Mas a era dos dispositivos móveis tem a ver com aparelhos com baixa gasto de energia, interfaces de toque e padrões web abertos – todas áreas onde o Flash falha.
A avalanche de meios de comunicação que oferece seu conteúdo para dispositivos móveis da Apple demonstra que o Flash não é mais necessário para assistir vídeos ou consumir qualquer tipo de conteúdo web. E os 200 mil aplicativos na App Store da Apple provam que o Flash não é necessário para dezenas de milhares de desenvolvedores criarem aplicações ricas graficamente, incluindo jogos.
Novos padrões abertos criados na era móvel, como HTML5, vão prevalecer em dispositivos móveis (e também PCs). Talvez a Adobe deva se concentrar mais em criar grandes ferramentas de HTML5 para o futuro e menos em criticar a Apple por deixar o passado para trás.
Steve Jobs
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Revista Informed comemora o aniversário da cidade

A 33ª edição da Revista Informed traz artigos e matérias diversas, dentre elas a matéria da UTI Neurovascular do HSJA nos EUA e na Bélgica em 2010 e um artigo sobre a prevenção do vírus H1N1 e ainda mostra a condecoração do Dr. Carlos Maurício com a meldalha Tiradentes.

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Design: o que é isto, afinal?

Design: o que é isto, afinal?

Você já se perguntou por que quando chega a uma prateleira de supermercado geralmente compra um produto de uma marca que já conhecia pela TV ou porque as cores da embalagem sugerem um produto mais saudável? Ou quando, na compra de um automóvel, dá mais atenção aos acessórios, as linhas e cores do modelo? Bem, esses são apenas dois exemplos de como durante todos os dias ficamos expostos ao design e não nos damos conta de como somos influenciados por ele.

Mas, afinal, o que é design? A primeira imagem que vem a mente é desenhos e rabiscos em uma folha de papel. Esse pensamento não está errado porque é onde inicia todo o processo de construção de um objeto, de uma ideia ou de um serviço.

Antigamente, as pessoas tinham que se adaptar aos poucos produtos que existiam no mercado – pergunte a sua avó como era difícil fazer um bolo sem as ágeis batedoras de bolo modernas ou sem os equipamentos de fazer claras em neve. Hoje, acontece o oposto: as empresas precisam adaptar seus produtos ao modo de vida dos consumidores e, para isto, precisam criar objetos que atendam às necessidades de cada grupo específico de pessoas.

Outro fato importante é o grande número de produtos e serviços que são criados todos os dias. Com tanta diversidade, é preciso achar um meio de se distinguir e chamar a atenção entre tantas opções de consumo. Chegamos a nossa peça-chave: o design! Esta ferramenta se tornou tão sofisticada que hoje não basta apenas ter beleza, é preciso ser ergonômico, sustentável, ser contemporâneo, ter fácil manuseio. Ou seja, é preciso ter algum diferencial que se destaque no ponto de venda – e este diferencial chama-se design.

Embora o design tenha um papel importante na hora de determinar a compra de bens, ele precisa estar combinado com outra ferramenta da comunicação: o marketing, que vai determinar o nicho de mercado em que aquele produto vai ter maior relevância, ou que estratégia deverá ser utilizada para alcançar o resultado proposto.

As empresas precisam entender que para aumentar o market share de sua marca é preciso investir no design de sua comunicação com o mercado, seja através das embalagens de seus produtos, seja na formatação e apresentação de seus serviços.

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Revista Empresário chega na próxima semana

Revista Empresário chega na próxima semana

Por falar em revistas, outra publicação que chega às ruas na próxima semana é a Revista Empresário. Adiantamos para vocês a imagem das duas capas.

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